O Direito a falar


Como já ficou demonstrado em anteriores postes, este blogue não prima pela uniformidade de pensamento das pessoas que aqui escrevem, e este vem pôr em evidência isso mesmo mais uma vez.
Posto isto tenho de dizer com toda a frontalidade que não estou nada de acordo com a análise do meu amigo Rui, às afirmações proferidas pelo Dr. Paulo Rangel. A ideia de que não se pode falar mal de Portugal em Estrasburgo (reparem que não digo estrangreiro), faz lembrar a política do tempo da “velha senhora”, em que se mandava comida para Espanha com o propósito de transmitir a ideia de que por cá predominava o fausto. Com o devido respeito, considero esse tipo de perspectiva extremamente primária. Quer gostem quer não, hoje não somos mais do que um “Estado Federado” desse grande “Estado Federal” que é a União Europeia, e como tal não faz sentido escamotear os factos e a realidade. Este problema não nos diz respeito só a nós, é comum a todo o “Estado Federal” na medida em que partilhamos todos dos mesmos valores universais plasmados recentemente no Tratado de Lisboa.
O grupo de deputados socialista, na pessoa da Dr.ª Edite Estrela manifestou veemente repúdio pelas declarações do Dr. Paulo Rangel dizendo que as mesmas envergonham o País. Pois bem, eu pelo contrário entendo que se há coisa que pode e deve envergonhar o País é o comportamento adoptado pelo Eng.º José Sócrates.
O Dr. Paulo Rangel não veio contar uma “estória” de ficção, muito menos produzir acusações infundadas. Qualquer cidadão Português minimamente atento ao que se passa neste País percebe do que é que o Dr. Rangel está a falar.
Existe efectivamente um problema de liberdade de comunicação em Portugal. Poderão dizer que não há Governo, ou dirigente politico, que não tente controlar a comunicação social, é um facto, contudo nunca antes ninguém consegui faze-lo de forma tão execrável como o Eng.º Sócrates.
O Eurodeputado Paulo Rangel é um Homem de uma grande honestidade intelectual, e adverso a lógicas aparelhisticas, e político-partidárias, como tal estou certo que as afirmações que fez resultam única e exclusivamente da convicção de que o interesse nacional o impunha, e não por andar à procura de protagonismo.
Hoje como no passado voltaria a "votar nele".

O Direito a estar calado

O eurodeputado Paulo Rangel, na senda de outros que vivem sentados na arte de mal dizer no poleiro de Estrasburgo, como é o caso de Ana Gomes, prescindiu do direito de estar calado. Em ma hora o fez.
"Eu queria denunciar aqui aquilo que se está a passar em Portugal neste momento, onde é claro que a comunicação social trouxe à luz um plano do Governo para controlar os jornais, para controlar estações de televisão, para controlar estações de rádio", “a situação em Portugal põe em causa a liberdade de expressão".
Onde é que estava Paulo Rangel em 25 de Abril de 1974? Com 6 anos na altura…Não estaria a fazer boa coisa com certeza. Será que sabe o que é a liberdade de expressão? Será que sabe o que custou a ser conquistada? Que faça como eu, que leia, que se informe, já que não tive o privilégio de viver esse grande momento de liberdade.
Não julgava Paulo Rangel um populista, popular sim, populista não. É de facto muito triste ver os deputados eleitos para o Parlamento Europeu, dizerem mal do próprio país a toda a hora. Também aqui se vê a mentalidade do povo Português, tacanha, derrotista, queixinhas. O pior de tudo, é quando essas facetas são usadas para “entalar” o país nos locais menos próprios, nos locais onde devemos dar uma imagem de solidez intelectual, de solidez nacional, na defesa intransigente dos nossos direitos, dando voz às nossas reais necessidades.
Paulo Rangel, mostrou não ser mais que uma fraude política, que neste momento o país dispensaria de bom grado.

Sábias palavras de João Manzarra! Aiii f*****...?

Saber cair com Qualidade também é uma virtude!

Juíz -Conselheiro Orlando Afonso, uma certeza.

O candidato (eleições para o CSM, órgão de Estado de gestão, disciplina e administração dos juízes, estão marcadas para 25 de Março entre Orlando Afonso e Bravo Serra.) a presidente do Conselho Superior da Magistratura, juiz-conselheiro Orlando Afonso, afirmou ontem que a Lei da Responsabilidade Civil contribui para instalar o "medo" entre os juízes, pondo em causa a sua independência.

"Vai pôr em causa alguma independência. Mais: vai amedrontar. E a pior coisa que pode acontecer para a população, não é para os juízes, é que os juízes tenham medo"

À margem de um almoço da sua campanha com 110 magistrados da região do Porto, disse que a lei em questão viola as próprias orientações do Conselho da Europa. O Conselho, defende que a responsabilidade civil "deve ser exercida por acção de regresso, mas só quando há dolo do magistrado", enquanto que em Portugal "é exercida quando há culpa grave e quando há erro grosseiro".

O Juíz-Conselheiro Orlando Afonso, de reconhecida competência, e com um curriculum invejável, não disse mais do que aquilo que de certa forma já se adivinhava ou já se sabia. O Estado Português faz, sem saber fazer, fala do que não sabe, pinta o que não deve, e varre para debaixo do tapete tudo o que fez e não deveria ter feito. Este é o estado e a “estória” que nos conta o nosso “fragilizado”, Poder Judicial.
Penso que o Dr. Orlando Afonso, um homem de convicções fortes e de uma força inabalável, caso venha a ser eleito, será uma mais valia para o Conselho Superior de Magistratura, e por inerência para o Poder Judicial. O seu sucesso, será o sucesso da Justiça e dos Juízes Portugueses. O trabalho de todos será o sucesso de Portugal.

E a culpa vai para...hummm, José Sócrates?!


A hipocrisia anda no ar, e cheira mal como tudo! Vem agora José Eduardo Moniz defender o afastamento de José Sócrates do governo. Para começar o afastamento de Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz, foi uma das melhores coisas que aconteceram nos últimos tempos em Portugal, pelo menos tenta-se salvaguardar a independência da comunicação social.
“É lamentável que isto aconteça, que a democracia portuguesa seja abalada por situações deste género e que haja conluios entre poder político e poder económico no sentido de condicionar o livre jornalismo em Portugal”, afirmou o ex-director-geral da TVI. Interessante afirmação, vinda de quem vem. Diz ainda entre outras patetices; “Acima disso tudo, acho que este primeiro ministro, pelas fragilidades de carácter que tem vindo a revelar, não tem condições objetivamente para continuar a ser primeiro ministro”. A imbecilidade não conhece limites…! Moniz, "Por que non te callas "? Arranja um emprego!
Entretanto o Procurador Geral da Republica ordenou um inquérito para apurar a responsabilidade na divulgação das escutas, para quê? Pergunto eu…! A culpa mais uma vez prepara-se para morrer solteira.
Entretanto deixo o conselho ao Jornal Sol; porque não mudar o formato para revista cor de rosa? Bem…se nem o Jornal conseguem vender… Não é grande ideia!

"Raio de Sol"


Na edição de hoje do Jornal Sol é dado ênfase a uma conclusão a que só eles ainda não tinham chegado, a tentativa de controlo da comunicação social por parte da classe política, neste caso o Governo.
Num verdadeiro espírito democrático pós Manuela Moura Guedes e Mário Crespo, este último passou a comentador num site afecto ao PSD, eis que surge na ribalta, de uma forma insistente, os salvadores da verdade, a Cabrita e restantes apóstolos. Prepotentes e senhores das suas descobertas fantásticas, vêm agora, finalmente, descobrir as ingerências da classe política na comunicação social. Falta só falar da Justiça, da Banca, dos Transportes, Da Energia, das Obras públicas…bem, isso fica para depois.
Os puritanos estão revoltados, querem sangue, sangue do malvado Sócrates, esse voraz predador de Jornalistas indefesos, papão dos direitos, liberdades e garantias do povo.
Há uns anos, era costume dizer-se que a comunicação social era o quarto poder…pois bem, neste momento, alguma, é mesmo o primeiro, e governa sob a capa de um despotismo desavergonhado.

Grande Teixeira dos Santos!!!!


Teixeira dos Santos, fez esta noite uma declaração ao país cheia de sentido e vincadamente realista do estado das finanças regionais e do estado do País. Aumento da despesa, do endividamento, num momento em que se impunha rigor às finanças públicas. Não é aceitável, tão pouco, sustentável! Está em causa a credibilidade externa do país, e a vida de todos os Portugueses.
Ganhou o populismo de Alberto João Jardim, ganhou a demagogia e irresponsabilidade de todos os partidos da oposição, perdeu o país.
A credibilidade da política em Portugal vai tristemente caindo a pique fruto das sucessivas machadadas com que é ferida pelos próprios políticos. O episódio das finanças regionais, não é mais que uma mostra da destruição levada a cabo pela oposição na Assembleia da Republica. Sedentos de poder, não governam nem tão pouco deixam governar. Destroem, vão destruindo… numa linha órfã de ética, moral, ideais. Seguem um só caminho, a via do vazio, do nada.
Nas eleições legislativas passadas, houve um vencedor, o PS. Essa é a realidade. Preocupante é não ser o PS a governar, ou um outro qualquer que tivesse sido escolha dos Portugueses.
Somos uma presa fácil dos mercados financeiros que nos olham cada vez com mais desconfiança. Primeiro a Grécia agora nós.
As medidas de recuperação têm de ser duras e credíveis, não podem ser lideradas pelo “humor” de um Parlamento unido na desgovernação, suicida nas suas convicções. Por último, louvo a coragem e perseverança de Teixeira dos Santos, outro já teria há muito batido com a porta. Ganhou Portugal com a manutenção de um Ministro cuja competência é incontestável.

Mário Crespo dá horas à cusquice das vizinhas...!

"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada. "
Artigo publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro. Mário Crespo que vais a voar tão baixinho…!