ASAE obriga instituições a deitar comida fora ASAE: instituições de solidariedade criticam «excesso de zelo»“A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) está a aplicar às instituições de solidariedade as mesmas regras que são exigidas a um restaurante. Segundo uma notícia avançada este sábado pelo jornal Público, a agência proíbe as instituições de aceitar alimentos dados pelas populações e deita fora toda a comida congelada em arcas normais.
No final de 2007, a ASAE encerrou temporariamente uma cantina de um centro de acolhimento temporário de crianças e jovens, no Seixal e toda a comida que estava congelada numa arca normal foi levada para o canil. «Não podemos aproveitar nada das dádivas se não tivermos o túnel de congelação», diz Nídia Abreu, presidente da instituição, lembrando que o centro luta com dificuldades e não pode desperdiçar alimentos.
Em Janeiro deste ano, a ASAE obrigou um lar de idosos na Póvoa da Atalaia a deitar fora o que estava congelado: massa de marmelo dado pela população para mais tarde fazer marmelada, e frangos que tinham sido comprados. O lar foi proibido de congelar qualquer alimento e de aceitar ofertas da população local.
ASAE diz que aplica a lei, especialistas discordam
Ouvidos pelo Público, vários especialistas mostram-se contra todo este rigor da ASAE. «Não se pode exigir que uma instituição de freiras tenha um pequeno restaurante», disse Ana Soeiro, antiga responsável pela divisão de promoção de produtos de qualidade no Ministério da Agricultura.
A directora da ASAE no Norte, Fátima Araújo, criticou esta terça-feira algumas inspecções que obrigaram instituições de solidariedade social a deitar comida fora e pediu aos inspectores para serem «suficientemente sábios» para compatibilizar gastronomia tradicional com segurança alimentar, noticia a agência Lusa.
«Tem algum jeito, numa altura em que se fala de crise mundial de fome, andarmos a deitar fora compotas que eram de instituições de caridade?», insurgiu-se Fátima Araújo.
«Se há tradição de feitura daquelas compotas, se as amorazinhas estavam fresquinhas, se há práticas centenárias, vamos mas é cuidar delas», acrescentou. "
Portugal Diário
Afinal de contas o que é que não está mal para a ASAE?
O clima de perseguição está instalado. Todos os dias somos bombardeados com noticias aberrantes, e eu diria até escandalosas! Será que os Exmos. Senhores Inspectores não tem comida congelada em casa? Será que deitam fora a compota caseira feita pela Avó ou pela prima? Inevitavelmente estas são questões que se impõem. Aliás, quem são os Exmos. Senhores Inspectores? Provavelmente devem ser laboratórios bacterianos ambulantes, já que dizem com tanta certeza que “cumprem a lei”, mas que lei será essa? Uma lei que condena Idosos carenciados e Jovens abandonados a passar fome? Será que os objectivos de serviço a atingir impostos pela direcção da ASAE são tão exigentes, que já é preciso irem importunar quem precisa de paz, sossego, tranquilidade e a ajuda de todos os cidadãos? Quem é a ASAE para PROIBIR instituições de caridade de aceitar donativos das populações?
Com o devido respeito que tenho por todos os seres, incluindo os irracionais, arrisco a dizer que os Exmos. Senhores Inspectores não são NINGUÉM, para impedir a satisfação das necessidades mais básicas dos mais carenciados!!!
É doentio pensar que vivemos num país tão egoísta e egocêntrico, a ponto de permitir que numa altura em que cada vez mais Portugueses passam fome, se lhes tire os alimentos da boca, e o pior, começa-se pelos idosos e pelas crianças….no mínimo dá que pensar…..Qual será o próximo passo? Será que vão impedir que se sirvam sopas na rua aos sem abrigo? Sinceramente, neste momento espero tudo de mentes tão retorcidas e de espíritos tão mesquinhos...Será que um dia destes, vai ser necessário fazer queixa à União Europeia do Estado Português por ter criado um órgão de polícia criminal monstruoso?
Ficam as inquietudes de alguém que se preocupa com o bem estar social…
Ficam as inquietudes de alguém que se preocupa com o bem estar social…
Site da ASAE, clique no título







