Ministério da Justiça
Procede à regulamentação, com carácter experimental e provisório, da Lei n.º 52/2008, de 28 de Agosto (Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais - LOFTJ)
Status Quo, Sociedade, Justiça e Direito
Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, gente humilde do campo do concelho de Sabrosa (Alto Douro). Em 1917, aos dez anos, vai para uma casa apalaçada do Porto, habitada por parentes da família. Fardado de branco servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó e polia os metais da escadaria nobre, atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão.
Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo que criou, "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.
A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras trasmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da Natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da Natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano. Ora, estes homens e as suas obras levam Torga a revoltar-se contra a Divindade Transcendente a favor da imanência: para ele, só a humanidade seria digna de louvores, de cânticos, de admiração: (hinos aos deuses, não/os homens é que merecem/que se lhes cante a virtude/bichos que cavam no chão/actuam como parecem/sem um disfarce que os mude).
Ontem o tema escolhido pelo Primeiro-Ministro para o debate quinzenal foi a saúde, porém os partidos da oposição, com excepção do PSD, estavam mais interessados em discutir as questões económicas. É evidente que as questões económicas são muito importantes e nenhuma opção governativa, seja em que matéria for, poderá abstrair-se desse factor, contudo, penso que os portugueses teriam ficado muito mais satisfeitos se os partidos da oposição tivessem participado neste debate de forma proactiva como seria expectável.
Estes debates quinzenais são muito prestigiantes para o Parlamento e para a democracia, e como tal exige-se da parte dos partidos com assento parlamentar uma atitude de maior responsabilidade. O que se impõe nestes debates aos partidos da oposição são duas coisas muito simples, questionar o Governo, e apresentar propostas responsáveis! Ao invés disso preferem tratar de politiquices, preparando ao mais ínfimo pormenor a intervenção de cariz populista que para grande regozijo da televisão vai passar às 20h. Como se isto não bastasse ainda temos o próprio Primeiro-Ministro a instigar estes comportamentos. Ontem decidiu envolver-se numa calorosa discussão com a deputada Heloísa Apolónia do partido os Verdes utilizando um discurso a todos os níveis lamentável e revelador de pouco respeito pelos deputados desse partido, que à semelhança dos que se sentam na bancada do partido que o apoia foram igualmente eleitos pelos Portugueses.
Já sabemos que o Sr. Primeiro-Ministro tem mau feitio, como ele próprio gosta de publicitar, e também já lhe conhecemos a forma expedita como se furta a responder a questões incomodas, mas ontem passou claramente das marcas. Que lhe tenha causado espécie o facto de acusarem o Governo de dar instruções ao IEFP no sentido de obrigar à leitura de uma intervenção política sua por considerar totalmente descabida tal situação, eu até compreendo, já não compreendo nem me parece de todo aceitável é que por essa razão acuse um partido político com acento parlamentar de ser um embuste e um apêndice do partido comunista só porque os seus deputados são eleitos conjuntamente sob a coligação partidária designada por CDU.
Ao proferir estas acusações o Sr. Primeiro-Ministro pode não se ter dado conta, mas está não só a ofender os Portugueses que elegeram esses deputados, como também os deputados eleitos nas listas do partido socialista como independentes. Será que esses também são para si apêndices, e embustes?!
Acórdão n.º 569/2008. D.R. n.º 7, Série II de 2009-01-12
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucional o artigo 107.º, n.º 1, alínea a), do Regime do Arrendamento Urbano
Tribunal Constitucional
Não julga inconstitucionais as normas dos artigos 598.º, n.º 2, e 599.º, n.os 3 e 4, do Código do Trabalho
Conferência
A democracia supranacional: construção das decisões no âmbito da CPLP
Hélder Vaz, Director Geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Comentador: Boaventura de Sousa Santos
9 de Janeiro, 14h30, Sala de Seminários do CES
Organização: Programas de Doutoramento em "Democracia no século XXI" e Pós-colonialismos e Cidadania Global"
A Biblioteca albergava já importantes documentos históricos de acesso condicionado. Mas a partir da próxima quinta-feira passarão a estar acessíveis, sem restrições, mais de 1500 testemunhos culturais, incluindo textos literários, pautas musicais, ensaios, poemas e estudos científicos.
Estarão igualmente disponíveis para consulta textos de grandes autores portugueses falecidos há mais de 70 anos (autores no domínio público).
Na óptica do Instituto, "esta nova ferramenta em linha revela-se de importância decisiva para uma comunidade linguística com mais de 220 milhões de falantes e também para um número crescente de pessoas que, em todo o mundo, se interessam pela cultura portuguesa e que pretendem estudar o português".
Argumenta ainda a instituição que "os dados conhecidos sobre a circulação do livro português nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) reforçam a extrema necessidade de uma ferramenta com estas características que, em articulação com os centros culturais e centros de língua portuguesa, poderá potenciar em grande medida o acesso à cultura portuguesa escrita".
O Instituto Camões é um organismo autónomo do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Lusa e Jornal Público